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De cara nova, Corolla não trará surpresas ao reparador no primeiro contato com o veículo

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Marca aposta em aprimoramentos visuais e melhorias no espaço interno, mas para o reparador, o conjunto mecânico já é conhecido

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Completamente renovado, o Toyota Corolla chega com visual mais jovem e agressivo, abandonando a cara velha de “senhor japonês de boininha” para acirrar a disputa com o Honda New Civic. Mas, quando entramos no veículo e damos a primeira voltinha no quarteirão, o sedã já demonstra ao motorista que não perdeu seu DNA: ser extremamente confortável. Não que o propulsor 1.8 16V VVT decepcione nas acelerações e retomadas - muito pelo contrário, o veículo é bem ágil - mas o que a suspensão do modelo absorve das irregularidades do piso é algo único na categoria. Quem andar em um Novo Corolla dificilmente reclamará que as ruas do Brasil são esburacadas ou que as pistas são desniveladas demais, pois o conjunto McPherson dianteiro e eixo de torção na traseira oferecem ótima firmeza e segurança ao condutor.

Assim como na geração anterior, o Corolla tem ótimo espaço interno. O que já era bom, ganhou acréscimo de 10cm no entre-eixos (passando de 4,54m para 4,64m de comprimento), permitindo que até os mais altos motoristas não incomodem as pernas dos ocupantes do banco traseiro. A largura também aumentou, mas apenas 2cm, de 1,76m para 1,78m, enquanto a altura do modelo ficou em 1,46m. Neste plano de facilidades, o terceiro ocupante do banco traseiro também não encontra dificuldades para se acomodar, pois o piso do assoalho é plano.

Outro destaque do veículo está na facilidade de encontrar a melhor posição para conduzí-lo. Com regulagens finas no volante, na altura e profundidade dos bancos, a ergonomia também é um ponto forte.

A versão de entrada, a GLi, a qual a equipe do jornal Oficina Brasil teve a oportunidade de testar, possui quadro de instrumentos mais simples que as versões superiores, mas com layout bem mais bonito que na versão antiga. No centro do painel de instrumentos visualizamos o completo computador de bordo repleto de informações que o condutor necessita, como consumo instantâneo, consumo médio, autonomia etc.

O Corolla conta também com novo sistema multimídia composto por tela sensível ao toque dotado de GPS, TV digital, comunicação celular via bluetooth, dentre outros.

Durante nosso período de testes, rodamos cerca de 500km em circuito predominantemente urbano e o carro apresentou a surpreendente média de consumo de 8,9km/l com etanol, mesclando momentos em que o ar condicionado estava ligado e outros em que este ficou desligado.

Enfim, o lançamento da Toyota revelou a evolução da série e poderá competir de igual para igual com New Civic pelo público jovem e, se este não se cuidar, o Corolla se firmará solidamente no topo da cadeia como o mais desejado sedã médio do País.

NAS OFICINAS

Porém, como sabemos que nem toda “plástica” do mundo esconde os verdadeiros segredos de alguém, decidimos buscar onde estão as imperfeições deste veículo.

Ao decorrer desta matéria veremos que as similaridades são muitas com o antigo modelo. Para facilitar o entendimento da nossa grande comunidade de reparadores, essa reportagem contou com a colaboração do reparador Marco Roberto Tello, mais conhecido como Marquinhos (FOTO 1), engenheiro mecânico formado pela POLI/USP e proprietário da oficina Marco Automotivo, localizada no bairro da Penha, zona leste de São Paulo.

Colocamos lado a lado as últimas três versões do Corolla (FOTO 2), fazendo assim um comparativo de evoluções de tecnologias, dos principais defeitos que o modelo traz desde sua longínqua versão de 1998 e como a montadora agiu para corrigi-los.

Começamos analisando os principais sistemas do veículo, onde o reparador apontou que o Novo Corolla possui o mesmo motor da versão anterior. Com 1.8L de 16V e 139cv a 6.000rpm quando abastecido com gasolina e, 144cv com etanol, O torque máximo é de 17,7 kgfm (com gasolina) e 18,4 kgfm (com etanol), sempre a 4.200 rpm. O Torque específico é de 10,23kgfm/litro e a potência específica de 80,09cv/litro. A taxa de compressão deste motor é de 12:1 e a relação de peso/potência do conjunto é de 8,58kg/cv. Como já dissemos, o motor é bem ágil para o veículo. Os cilindros, assim como na versão anterior, possuem 80,5mm de diâmetro e 88,3mm de curso.

A título de curiosidade, para as versões superiores à GLi, o Corolla é equipado com o motor 2.0 16V que rende 143cv a 5.600 rpm, quando abastecido com gasolina e 154cv a 5800com etanol. O torque máximo é de 19,4 kgfm a 4.000 rpm (com gasolina) e 20,7 kgfm a 4.800 rpm (com etanol). O torque específico é de 10,42kgfm/litro e a potência específica é de 77,04cv/litro. Assim como na versão 1.8, a taxa de compressão é d 12:1, mas a relação peso/potência é pior, cerca de 8,04kg/cv. Já os cilindros possuem 80,5mm de diâmetro e 97,6mm de curso.

Ambas as configurações são construídas em ligas de alumínio, tanto no bloco como no cabeçote.

A maior novidade é que agora não há mais a necessidade da utilização do reservatório de gasolina para partida a frio, pois os bicos injetores são dotados de uma resistência que entra em ação quando a UCE identifica  a necessidade de pré-aquecer o etanol no momento em que é acionada a ignição. Nas imagens da página anterior podemos identificar que no carro 2015 (FOTO 3) não há “tanquinho”, enquanto no modelo 2014 o componente ainda era presente (FOTO 3A).

A suspensão do veículo também permaneceu a mesma. “Esse conjunto é o mesmo utilizado no modelo anterior e não sofreu alterações. Apesar de que a peça possa ser a mesma, a verdade é uma só, esta pode receber uma nova calibração, questão essa que só confirmaremos a partir de testes com o item”, comentou Marquinhos.

DEFEITOS RECORRENTES

Segundo Marquinhos os carros fabricados entre o ano de 2002 e 2008 apresentavam defeitos no atuador hidráulico do rolamento tensionador da correia de acessórios. Já em 2009, com o lançamento do novo motor VVT-i, mesmo propulsor que equipa a nova geração, este problema foi resolvido com a utilização de uma nova peça.

Marquinhos orienta que, para identificar falhas nestes componentes em versões antigas é bem fácil. “É simples, basta ligar o veículo e em seguida acionar diversos equipamentos elétricos (rádios, faróis e ar condicionado) que exigem esforço do alternador. Ao deixar o veículo em marcha lenta, você irá notar um barulho semelhante de uma peça solta. Caso isso ocorra, deve-se analisar as condições do tensionador. Não há reparo para este tipo de componente, apenas a troca por uma peça nova soluciona o problema”, diz o reparador.

Outra falha era o mau aperto das porcas da capa protetora inferior do para-choque. “Nas versões mais antigas, percebíamos a desatenção da montadora referente à fixação da capa protetora do para-choque dianteiro. Em muitos veículos, as porcas de fixação (FOTO 4) acabavam soltando e a peça era arrastada no asfalto (FOTO 4A), sendo que na maioria dos casos, devido a gravidade do dano causado na peça, era necessário trocar esta proteção. Observe a foto 4B a veja a solução.

Outro fator importante é a desregulagem da caixa de direção. “Este ponto nos preocupa, pois é um problema constante herdado de geração em geração do veículo tanto nas versões com direção hidráulica (modelos 2002 a 2008) quanto nas versões eletro-assistidas (2009 em diante). A caixa de direção apresenta folga na regulagem da porca da forquilha que tem a função de pré-tensionar a cremalheira. A solução está em realizar a regulagem da caixa evitando assim um desgaste prematuro do conjunto. Ainda é muito cedo para avaliarmos se esta pendência foi resolvida no Corolla 2015, mas devemos ficar atentos a isso”, completa Marquinhos.

PEÇAS E INFORMAÇÕES

Sobre este tema Marquinhos explicou que não encontra dificuldade em adquirir peças para o Corolla, pois o carro já está no mercado há muitos anos. Em sua oficina utiliza somente peças genuínas adquiridas nas concessionárias, pois as produzidas no mercado paralelo não possuem a qualidade necessária, apesar do preço inferior.

Informações técnicas com os “nipônicos”, de maneira geral, não é nada fácil. Como sabemos, as montadoras costumam manter uma política fechada para o mercado de reposição independente e, para a Toyota, este cenário não é diferente. “As informações técnicas disponibilizadas diretamente pela montadora são muito escassas. Quando tenho alguma dúvida faço pesquisas em sites  e fóruns, como o do Jornal Oficina Brasil ou entro em contato com o pessoal da oficina da concessionária, geralmente algumas amizades que construímos ao longo de nossa profissão. Assim, não tenho dificuldade em conseguir as informações que preciso”, comentou Marquinhos.

QUAL É O RECADO?

Baseados nesta avaliação, perguntamos a Marquinhos: Qual é o segredo para reparar o Novo Corolla?

- Marquinhos responde: “Nenhum. A mecânica é a mesma já tradicional da versão anterior. Temos algumas mudanças no sistema de partida a frio e acabamentos de componentes, mas nada que aparentemente esconda algum segredo ao reparador.É um veículo com manutenção convencional  e conhecida das oficinas, de fácil reparo e com bom acesso às peças. Eu recomendaria este carro aos meus clientes”.