Carregando... Aguarde...
Home
Acessórios
Atuador Marcha Lenta
Bico Injetor
Bobina Ignição
Bomba Da Água
BOMBA DE COMBUSTIVEL
Bomba Injetora
CORPO BORBOLETA
Disco Freio
DISTRIBUIDOR
FILTROS
Freio
IGNIÇÃO
INJEÇÃO
MOTOR
Sensor Nivel
SENSOR ROTAÇÃO
Sonda Lambda
Suspensão

Newsletter


Conheça o Golf 1.4 TSI, um dos automóveis mais premiados da atualidade

Postada em

A Volkswagen deseja alcançar a liderança mundial na venda de automóveis até 2018, para tanto, uma das principais armas é o Golf, seu principal produto

Ele percorre mais de quinze quilômetros com um litro de combustível, leva oito segundos e quatro décimos para chegar aos cem quilômetros por hora e é absolutamente adorável de se dirigir. O Golf, na sua sétima geração, é um carro soberbo.

A forma é decidida, e embora siga o padrão estético dos atuais carros da Volkswagen, possui identidade própria, que remete às gerações passadas. Foi concebida por Walter de Silva, responsável pelos traços de carros como Alfa Romeo 156 e Audi R8. O interior é tão harmônico quanto o exterior, a ergonomia é impecável e os materiais são de alta qualidade. É simples, mas sofisticado.

Toda a tecnologia também está lá, ainda que algumas sejam opcionais, como o câmbio de dupla embreagem (DSG) ou o assistente de estacionamento eletrônico. Mas seus principais trunfos são “de série”: o motor 1.4 turbinado com injeção direta (de 140 cv e 25,5 kgfm) e o monobloco rígido e leve sobre uma suspensão eficiente e confiável. Esta combinação - aliada à transmissão manual de seis marchas ou à DSG - o torna um carro muito prazeroso, seja em uso urbano ou na estrada.

A fim de conhecê-lo melhor, o levamos até a Mecânica Calegari, oficina tradicional, especializada em transmissões automáticas, fundada em 1962, localizada no bairro do Jardim Brasil, em São Paulo-SP. Lá, Marcos Calegari, especialista em sistemas mecatrônicos, começou suas considerações sobre o carro mencionando uma característica que se torna cada vez mais comum na indústria automotiva: a vinculação eletrônica de componentes, que só pode ser realizada em uma concessionária. É um procedimento, feito pela Internet, que habilita o novo componente, e o torna “visível” ao sistema de multiplexagem. Com isso, de acordo com Marcos, deverá haver diminuição no número de roubos de veículos com esta característica, uma vez que é impossível a reutilização de componentes eletrônicos.

Aliás, a eletrônica embarcada no Golf é equiparável a veículos de segmento superior, o que, segundo Marcos, requer o uso de sistemas modernos de diagnóstico, sem os quais os reparos e regulagens tornam-se mais complicados, ou mesmo impossíveis de serem realizados. O sistema de diagnóstico utilizado na Mecânica Calegari para veículos Volkswagen e marcas associadas é o VAS/ODIS, que, segundo Marcos, proporciona precisão e assertividade no diagnóstico e na realização de ajustes. O nível da interface é tão elevado que permite alterar até mesmo as características do motor e do sistema de transmissão através da tomada OBD-II.

Marcos também ressalta a importância da bateria e do sistema de carga neste veículo, pois a instabilidade na tensão enviada aos módulos de controle pode causar sérios problemas, inclusive ao câmbio e ao motor. Portanto, ele recomenda a troca da bateria em no máximo dois anos, bem como a aferição do alternador sempre que for possível. Com estes cuidados é possível evitar diversos problemas mecânicos que têm origem na instabilidade elétrica. Marcos também ressalta que quando for substituir a bateria é imprescindível utilizar um auxiliar de partida ou outra bateria ligada em paralelo, caso contrário, após a substituição o painel do carro vai parecer uma “árvore de natal” de tantas luzes de advertência acesas, além de causar a desprogramação dos parâmetros do câmbio (quando automático), entre outras complicações.

Embora o veículo testado possua câmbio manual de seis marchas (preciso e bem escalonado), Marcos diz que a transmissão DSG é um dos pontos fortes dessa nova geração do Golf, pois é extremamente rápida e possui um sistema de gerenciamento eletrônico “inteligente”, que, quando no modo automático, considera diversos parâmetros para efetuar as trocas de marcha, proporcionando conforto e ec   onomia de combustível (comparada a uma caixa automática convencional). Já no modo manual, a velocidade das trocas permite uma condução esportiva, com desempenho superior ao de uma transmissão mecânica. Contudo, ele diz que o custo de reparação de uma transmissão de dupla embreagem ainda é superior ao de uma automática convencional. Marcos também destaca a importância, especialmente no caso de embreagens que operam secas, como a utilizada na versão 1.4 TSI, de não “segurar” o carro só no acelerador em ladeiras, pois isso aquece a embreagem e encurta consideravelmente sua vida útil. O procedimento correto, segundo ele, é frear completamente, e só acelerar quando for possível colocar o carro em movimento. A recomendação também vale para as DSG que operam banhadas em óleo, como a da versão GTI, apesar destas serem menos sensíveis à alta temperatura, diz Marcos.

MOTOR

O pequeno motor 1.4 do Golf é um dos mais premiados da história. Trata-se de um integrante da nova família EA-211, a mesma do motor três cilindros do up! e do 1.6 MSI, recentemente lançado aqui no Brasil. Porém, no caso do Golf, ele é equipado com turbo-compressor e injeção direta de combustível, o que eleva o desempenho e a economia de combustível a patamares superiores e o coloca entre os motores mais eficientes do mercado automotivo brasileiro.

A utilização de motores compactos de alto rendimento é uma realidade na Europa, onde a legislação ambiental é mais rígida que aqui. Diante dos limites de emissão de dióxido de carbono (CO²) e da necessidade de torque e potência para impulsionar os veículos, o turbo-compressor se tornou um componente quase obrigatório nos novos motores europeus. Com ele, e com a utilização da injeção direta, a economia de combustível pode chegar a até 20% comparada a um motor com a mesma potência sem turbo-compressor.

No Brasil, o programa Inovar-Auto prevê redução de impostos a veículos mais econômicos, o que deverá provocar uma maior utilização de turbo-compressores também por aqui. É esperar para ver.

No que se refere ao motor do Golf, Marcos salienta que é importante utilizar combustível de boa qualidade, já que os bicos da injeção direta possuem orifícios menores que os dos bicos convencionais e tendem a entupir mais facilmente. A utilização do lubrificante correto e a atenção aos prazos de troca também são de vital importância neste motor, principalmente por conta da turbina, que é compacta e alcança rotações altíssimas, diz Marcos. Ele também diz que é preciso tomar cuidado ao efetuar reparos no sistema de injeção, pois a pressão após a bomba mecânica é muito alta e pode causar ferimentos graves, portanto é preciso efetuar a despressurização da linha antes de qualquer outro procedimento.

 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Embora seja um hatchback médio, o novo Golf possui tecnologias normalmente encontradas em carros de segmento superior, que permitem obter um alto nível de desempenho e de eficiência energética, além de aumentar a segurança dos ocupantes. Sobre este aspecto, Marcos lembra que em caso de colisão iminente, quando há uma freada muito forte ou um princípio de capotamento, o módulo corta o fornecimento de combustível, fecha os vidros e pisca as luzes traseiras.

Além da evolução eletrônica, é possível notar que, estruturalmente, também houve avanços no sentido de torná-lo um carro leve e resistente, o que se percebe ao dirigi-lo. O pesado protetor de cárter da versão anterior, por exemplo, agora é uma capa de plástico e fibra, que, se por um lado não é difícil de remover, por outro não oferece grande proteção ao cárter, que pelo menos não é de alumínio. Outros pontos notáveis nos quais houve preocupação com a redução do peso são as mangas de eixo, as pinças de freio e os componentes da suspensão, assim como o quadro dianteiro, estampado em chapa fina. Esta carroceria leve, associada ao motor leve, de apenas 108 kg, permite um comportamento dinâmico envolvente e um baixo consumo de combustível.

Por outro lado, finaliza Marcos, é um automóvel com um custo superior de manutenção devido ao preço das peças, à eletrônica embarcada e à necessidade de equipamentos específicos. Uma simples troca de pastilha de freio precisa ser feita com auxílio de um aparelho que possa recolher o freio de mão elétrico (que a Volkswagen promete eliminar na versão nacional), além da necessidade de levar o veículo num guincho até a concessionária para fazer o reconhecimento de componentes, nos reparos mais complexos. Todavia, Marcos recomenda o modelo: “pra quem gosta de Volkswagen, é um prato cheio”.

LEGENDAS

Beleza sem afetação: linhas seguem a atual identidade estética da marca

Bomba mecânica da injeção direta exige cuidados por parte do reparador

Pequeno motor 1.4 é referência no consumo e no desempenho

Bom espaço no cofre do motor facilita a manutenção

Turbina compacta proporciona torque desde 1500 RPM

Amplo espaço e disposição inteligente dos componentes

A preocupação com o peso está presente em cada detalhe do carro

Suspensão dianteira McPherson e pinça de freio de construção delgada

Suspensão traseira independente garante segurança nas curvas

Marcos Calegari, segundo da esquerda para a direita, e a equipe da Mecânica Calegaribeleza-sem-afetacao-linhas-seguem-a-atual-identidade-estetica-da-marca_400_370.jpg